quinta-feira, 28 de maio de 2009

Á procurar


A determinação da minha vida
não sei o que é...
Não estou pronto pra ser
Algo acabado.
As pessoas pensam nos definir
por simples caracteristicas
fisicas-emoicionais...

Será que isso basta?

No momento, nada me basta!
Só quero viver intensamente
Pronto pra sentir as maiores loucuras
Sentir os melhores vicios...

Sou um viajante, um nômade
Capaz de enfrentar meus medos
Apenas para vangloria-me
De minhas vitórias.

Quais seriam elas?

A simples sensação de liberdade
que outrora me faziam perceber
como uma coisa insuportável.

Quero me abster das minhas
Mais ferrenhas crenças que
mamãe ensinou-me...

Quero fazer tudo ao contrário...
Quero matar...
Quero morrer...
Quero amar sem receber o amor...

Será isso possivel?

O possivel não me detém
Vou transgredi-lo simplesmente
Para depois não ficar remoendo-me
das desgraças que causei.
Markoz Montello

domingo, 26 de abril de 2009

Só mais um porre de tristeza.



Um último trago do cigarro.
O último gole de vinho
Sentado na mesa d'um bar.
Eis o que vale!

Todo resto é imaginação...
Todo o resto são aprovações...
Todo o resto são decepções...

Não vou passar pela vida
Como um á toa que busca
Conceitos pra viver dentro
De um globo cheio de mentiras.
Tentarei fazer tudo diferente.
Dos mediocres me afastarei.
Vou procurar a companhia
Ao lado dos cegos!

Não chorarei por besteiras qualquer.
Não serei fraco com qualquer mulher.

Vou ser o desprezo em pessoa!
Vou procurar asas pra voar!
Vou me agarrar nos ombros da solidão
Pra encontrar minha eterna prisão...
Vou desenhar meu mundo
Vou modelar meu Castelo de areia
Misturados aos mais sólidos metais!

Está acabando o cigarro e o vinho...

Já posso sentir o sangue
Percorrendo meu corpo
De forma diferente..
Já posso vê-lo e ele
Não é vermelho, não sei
Se é realmente sangue...Acho que são lágrimas
Que estão emergindo das minhas veias.

Posso sair do bar, tranquilo.

Sem preocupações algumas
Pois agora estou liberto, anestesiado...bêbado
Deixei todas as coisas vis para trás.

Agora vou começar a dormir
Pra amanhã, sonhar em paz...


Markoz Montello

sábado, 25 de abril de 2009

Talvez, seja o nosso último fim.

Não vim até aqui só pra
Começar mais uma contenda,
E sim pra te pedir perdão,
Esperando que me entenda.

As coisas que me falaste
Ontem, não me soaram
Como simples apelos morais
Que nos fazem pensar melhor...
E quando refletidas calmamente
Abrem-se os significados que
Estavam intrísecos.

Tu me disseste que te causei
Uma dor desmedida.
Agora te digo o que me convém:


A tua dor é abstração d'uma mente superficial
que consegue só sentir o agora, o presente; um lugar onde tú procuras desculpas para esconder os teu maiores
erros, consequentemente, meus maiores fracassos.



Venho de peito aberto,
De modo submisso, até
Ti para escutar as tuas razões
Que num momento qualquer,
Desprezei, sem sequer ouvir
Tuas opiniões.

Agora, nesse instante crucial,
Sinto uma falta imensa de nós dois.
A existência e a morte
Parecem estarem do mesmo lado
Elas querem correr para o oposto
Do jeito que fizemos, mas não conseguem.
Se entrelação.

Quero seguir esse mesmo caminho
Que nos leva juntos, até o fim
Da estrada de pedra, até o encontro derradeiro!

Para isso acontecer,
Vamos deixa o acaso nos
levar; e faremos um pacto
De não reclamar do destino,
Pois só ele sabe o que há de vír
Sem fazer promessas repentinas
das coisas instintivas que nos dizem respeito, querida.


Vamos! Sigamo-o!

De mãos dadas ao nosso encontro.



Markoz Montello









terça-feira, 7 de abril de 2009

Me encontre

Venha, que eu quero
Ver por onde vou
Começar a caminhar.

Posso até me perder
ao longo da estrada,
Pois o horizonte é
Muito distante.

Quero me mostrar
pra você!
Vamos andar juntos
sem rumo, a algum lugar.

Vamos deixar o
Vento nos levar
Quem sabe assim,
O tempo nos acorde.

E o vento nos deixe puros...sem manchas.

Venha!
Que quero me perder.
Não precisamos achar
O caminho da volta

Venha, volta!

A tua solidão
Não me deixa caminhar...

Preciso de ti pra continuar
A explorar o irreconhecivel.

Pois sem você as pedras
Pelo chão ficarão
Tristes e me levarão
Sem paz...em busca de um cais da salvação.

Onde a fuga será desnecessaria.

Pois só quem sera testemunha
dessa aventura desmedida
será o fim do entardecer.

E as flores estarão debruçardas
ao meu redor tentando adivinhar
se você vai, enfim, me deixar viver.


Markoz Montello.

sábado, 4 de abril de 2009

Um Olhar

Sinto em informa-lhes
Que o dia começou

E o sol clareou a

Luz de um novo dia.


Sinto em dizer-lhes

Que o mundo deu

Só mais uma volta

Pra começar novamente o dia.


Sinto em informa-lhes

Que pessoas passam

Por ti, só pra não

Te deixares esquecer

do hoje.


Sinto em dizer-lhes

Que a mordomia acabou

E o homem voltou a

Ser um primata

Que mata pra satisfazer

Suas vontades mais imediatas.


Sinto em informa-lhes

Que a natureza

De tão bela, sofreu

Uma mutação e

Se transformou só

Em mais um pedaço de chão.


Sinto em dizer-lhes

Que o nosso amor

Mudou sem se preocupar

com a felicidade de quem

o adorou.


Sinto, profundamente, em informalhes

que estamos fazendo uma confusão

no que diz respeito ao nosso coração...


Tem gente que vive pra morrer...

Tem gente que quer morrer só pra viver...como gente.

Tem gente inocente...

Tem gente que come o animal...

Tem gente que sente fome do nosso capital...


Não se esqueçam que somos racionais!!

E não brinquedos federais...


Reles mortais!




Markoz Montello

sábado, 28 de março de 2009

Minha velha senhora

Minha alma hoje partiu junto com você..
partiu pr'um lugar que tu há de me receber
um dia, quem sabe..
Nós nos completavamos...e lembra eu quando criança?
Brincamos, pulamos...choramos, mas sempre com uma cumplicidade que só nós sabiamos entender.
Hoje a senhora está presa nas grades da eternidade...da morte!
E eu estou aqui....vivendo, pra não me fazer esquecer
de nós duas...ficamos unidas em um corpo apenas.
Eu aos gritos tento te renasçer...
Aos berros, tento de trazer pra compartilharmos
nossos segredos...entretanto, sei que isso é uma causa perdida.
Lembro quando me falaste que daria a vida por mim.
E agora posso entender o que querias falar, claramente.
Mas isso não me conforta. Isso só me faz acreditar
que você cumpriu com a trato.
Estou aqui em prantos, pedindo, perguntando á Deus
o porque da sua decisão...e ele, calado, não me respode
o que desejaria ouvir...apenas cala-se.
Vejo-te parada, intácta, imóvel...
Num curto espaço...caixão!
Esse lugar que, um dia, ei de visitar.
Vou me despedindo de você...
com gestos que são o meu último adeus!
Uma flor...
Um punhado de areia...
E, ao longe, uma marcha funébre..
que, enfim, sacramenta, não digo tua partida,
mas nossa breve separação.
Mais, juro eu, que os microbios que te corroerão
não vão me fazer esquecer o calor do teu corpo...
Quente...
Sauve...que me acareciavam.
E que agora, nesse último encontro estava..
Pálido
E sem vida!
Parta...vá ao léu...encontra-nos em algum lugar.
Markoz Montello

quinta-feira, 19 de março de 2009

Preso num outro ser

Estou preso no recôndito da tua alma
Procurando me achar dentro de outro ser desconhecido
Tento esquecer as tuas mentiras e minhas decepções.
Devendo até os espíritos mais obscuros da existência.

Tu me tornaste apenas representação do teu mundo
Onde chorar é apenas a maneira mais singela
De dizer um não para o teu breve amante primaveril.

Eu, atrás de uma revira-volta, me movimentei em direção a ti.
Tentando reatar o que sobrou de uma pequena história
Mas, como já esperava, tu deu de ombros para a felicidade
E aí, história se tornou sonho, imagens.

Sei o quão difícil é comrpreender o silêncio de uma mulher.
E digo: isso não é tarefa para os mortais de um lugar repleto
de mudanças casuais.

Um dia vai passar esse infortúnio que está atrelado
a minha vida, vida essa, que sou dono, pois como
sei, vida são apenas momentos vividos cotidianamente
com coisas que vão e vem, mas você sempre vai estar entre
o transceder e o aparecer para algo desconhecido em mim,
que desejo veemente encontrar, pra enfim, te largar
e esse meio termo que me incomodava vai desaparecer
para o nada, pois ele, como nada, não existirá para nós dois,
nem sequer no depois.
Markoz Montello